Hashi pra que te quero

Onde foi que surgiu o hashi? Se respondeu Japão, errou. Os pauzinhos têm origem na China. E com quantos hashi se faz uma refeição? Se disse apenas um par, errou de novo. Há palitinhos apropriados para cada tipo de comida e para cada tamanho de boca: masculina, feminina ou infantil (fiquei sabendo disso agora).

Você vai ler sobre a história dos hashi e conhecer todas as suas variações e usos. Por enquanto, tudo que tem de saber é que os hashis devem funcionar como um prolongamento dos dedos. Para manuseá-los, você precisa de um dedo opositor, capaz de fazer o movimento de pinça – como mostra a imagem acima.

Mas se é simples assim, por que os ocidentais acham tão difícil comer com os palitinhos? Por pura falta de hábito. Não há nenhuma explicação genética para a destreza dos orientais no manuseio do hashi. Trata-se apenas de hábito adquirido. À base de muito treinamento. O exercício básico para crianças (e estrangeiros) no Japão consiste em transferir amendoins, ou favas e mais favas, de uma tigela para outra. Um por um, na ponta dos palitinhos.

O uso do hashi – ou o-hashi, como se diz em japonês – não é nenhum tipo de capricho. Seu fundamento é o de manter o sabor original da comida, fazendo com que o alimento toque direto a língua e o palato, sem interferência.

O uso do hashi dá ainda elegância à mesa. “Seu grande mérito é levar à boca a   quantidade de comida ideal”, diz Lumi Toyoda,  especialista em etiqueta japonesa. A habilidade do sushimen em adaptar o tamanho do bolinho à mordida também conta.

No Japão, o hashi é tão cultuado que passou de um graveto curvo em forma de pinça a objeto de consumo – e até de luxo. Há incontáveis variações de material (madeira, bambu, prata, laca, plástico…), de design (extremidade quadrada, oval, redonda), de tamanho (23 cm, em média, para mesa e 35 cm para cozinha) e de ornamentos. Os preços? Vão de R$ 4 a R$ 40 mil (de laca). Existem artesãos dedicados apenas à fabricação de hashi e uma loja especializada no luxuoso bairro de Ginza, em Tóquio.

Fonte: Revista Galileu (texto adaptado)

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Curiosidades

Todos os comentários

  • Nossa, adorei as informações!! Muito bom esse site! :DD
    Voltarei mais vezes! \o/

    Lícia Guedes 26 de junho de 2011 Responder
  • Valeu Lícia 🙂

    rafa Cavalcanti 28 de junho de 2011 Responder

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